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ADM e Parque Vida Cerrado apresentam guia da fauna fotografada no Oeste da BA

Publicado em 16/08/2024 às 14:27 edição Lenilde Pacheco


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Estudo identificou 35 mamíferos em mais de 200 mil horas de monitoramento fotográfico - Foto: Divulgação

A ADM (Archer Daniels Midland Company), uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, e o Parque Vida Cerrado, centro referência na conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental do Oeste baiano, apresentam a primeira edição do Guia de Fauna, resultado do projeto Investigando o Cerrado. Entre 2020 e 2023, o estudo identificou 35 mamíferos em mais de 200 mil horas de acompanhamento, bem como 11.643 registros de imagens.

O projeto consistiu na instalação de 25 câmeras fotográficas equipadas com sensores de movimento e infravermelho para captura remota em seis propriedades rurais localizadas nos municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, território onde também fica o Parque Vida Cerrado. Dentre as espécies de mamíferos selvagens identificadas, estão o Bugio-preto, a Capivara, Cotia, Paca, Tamanduá-bandeira, Tatu-bola e Quati, animais importantes para dispersão de sementes, identificação de doenças e para a regeneração florestal. O Javali (Sus Scrofa), considerado um animal exótico, também marcou presença na região.

Os registros também encontraram 11 animais ameaçados de extinção no Oeste Baiano. São importantes achados para os esforços de preservação da fauna, pois permite que pesquisadores entendam melhor a rotina das espécies e façam um acompanhamento próximo.

“Os resultados do estudo nos auxiliam a encontrar caminhos para potencializar a conexão entre o ecossistema agrícola e a conservação ambiental. O contato próximo entre a ADM e produtores rurais é importante para a conscientização e para que juntos possamos colocar em prática políticas de desenvolvimento sustentável e proteção da biodiversidade”, explica Diego Di Martino, Diretor de Sustentabilidade da ADM para a América Latina.

Após a publicação do Guia de Fauna, ADM e Parque Vida Cerrado têm como objetivo continuar o monitoramento para que seja possível contribuir ainda mais para a conservação da biodiversidade e da fauna local, bem como propor iniciativas de conscientização para a comunidade. Como parte do projeto, são oferecidas ações de educação ambiental e workshops para alunos e professores das escolas locais Maria Otília (LEM/Estadual) e Santa Luzia (Barreiras/Municipal), para aumentar sua conscientização e envolvê-los em questões ambientais. A iniciativa, bem como o Parque Vida Cerrado, conta ainda com o apoio do Grupo Galvani e do Instituto Lina Galvani.

Para o Parque Vida Cerrado, a parceria com a ADM tem sido fundamental para fortalecer os laços com as propriedades locais e estabelecer bases para a conservação na região oeste da Bahia. “Esta colaboração permitiu a coleta de dados essenciais, que são cruciais para a elaboração de projetos específicos para a conservação da biodiversidade em uma das áreas produtivas mais importantes do país. Com essas informações, podemos implementar ações concretas que beneficiem tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais, promovendo um desenvolvimento sustentável e harmonioso”, reforça Gabrielle Rosa, coordenadora do Parque Vida Cerrado.

Produtores locais

Por meio do projeto, a ADM e o Parque Vida Cerrado também estão se conectando com os produtores locais para divulgar os resultados do projeto e aumentar a sensibilização de todos em relação à presença das espécies silvestres na área e fornecer orientações para proteger a fauna do bioma.

Escolhido para participar do projeto, o produtor local Jarbas Bergamaschi está orgulhoso dos resultados obtidos em sua fazenda. “Estamos satisfeitos com a escolha. Isso demonstra a responsabilidade que assumimos para cuidar do meio ambiente. Estamos preservando a reserva legal e o Rio Borá através do plantio direto, da coleta seletiva, da reciclagem de materiais descartados na fazenda e conscientizando sobre a importância dessas ações entre nossos funcionários. Todas essas ações possibilitam uma convivência saudável da fauna com a área preservada e as áreas de produção da fazenda. Existe um equilíbrio.”

Sustentabilidade

Como um dos principais processadores agrícolas e fornecedores de ingredientes alimentícios do mundo, a ADM se compromete a construir cadeias de suprimentos agrícolas rastreáveis e transparentes que protejam florestas, biodiversidade e comunidades em todo o mundo. A ADM foi a primeira e única empresa do comércio de commodities agrícolas a mobilizar parcerias com produtores rurais e especialistas em biodiversidade em prol de projetos voltados à restauração de vegetação nativa. A aplicação de práticas de preservação pelos agricultores auxilia toda a cadeia produtiva e promove o desenvolvimento socioeconômico.

“Entendemos a conexão com os produtores rurais como essencial em nossa atuação. Nossa parceria em ações de preservação do bioma é vital e nos ajuda a avaliar de forma assertiva iniciativas que levem em conta a interdependência entre a fauna e os ecossistemas agrícolas”, finaliza Di Martino.

Para saber mais sobre o compromisso da ADM em proteger a biodiversidade e as comunidades em todo o mundo, clique aqui.

Sobre o Parque Vida Cerrado

Fundado em 2006 pelo Grupo Galvani e mantido pelo Instituto Lina Galvani, o Parque Vida Cerrado é o primeiro e único centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental do Oeste baiano. Localizado entre os municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, mantém um criadouro científico para fins de conservação de animais silvestres, um Centro de Excelência em Restauração com ampla expertise no bioma Cerrado e um núcleo para realização de projetos e atividades socioambientais. Em 18 anos de atuação, envolveu mais de 30 mil pessoas em suas ações, distribuiu milhares de mudas para reflorestamento urbano e rural, capacitou centenas de coletores de sementes nos assentamentos e reproduziu, com sucesso, mais de 40 animais silvestres.