Governo vai reduzir vazão de água em usinas da Bacia do Rio São Francisco
Publicado em 25/08/2021 às 08:16 edição Lenilde Pacheco
Usinas mais afetadas são as instaladas no Rio São Francisco, como Sobradinho - Foto: Chesf
Ao constatar ‘relevante piora’ no cenário da crise hídrica, o governo federal anunciou que vai enfrentar este desafio ambiental com novas medidas para garantir a segurança do fornecimento de energia elétrica. Por meio de nota, o Ministério de Minas e Energia, informou nesta terca-feira (24), que serão estendidas para o Nordeste as medidas de redução de vazão de água de usinas hidrelétricas, como já adotadas no Sudeste e Centro-Oeste.
De acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão que coordena as ações do setor, o objetivo é guardar água nos reservatórios das hidrelétricas. As usinas mais afetadas são as instaladas no Rio São Francisco (Sobradinho e Paulo Afonso, entre outras).
Água subterrânea
Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) sugeriram, nesta terça-feira (24), o uso da água subterrânea como uma possível alternativa ao agravamento do risco hídrico nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Um levantamento sobre o tema abrangeu as estações hidro meteorológicas operadas nas bacias dos rios Grande, Paranaíba e Tocantins, que representam 80,86% da capacidade de armazenamento de energia do subsistema das duas regiões.
A previsão do SGB é que este ano hidrológico fique entre os anos mais secos da série histórica em diversas localidades em comparação com os anos hidrológicos anteriores, mas por causa da estiagem deste ano estar associada aos déficits dos anos anteriores é esperado um agravamento do risco hídrico.
O uso da água subterrânea, que os pesquisadores sugeriram como alternativa, demanda baixos investimentos e tem baixo impacto ambiental. A Rede Integrada de Monitoramento das Águas Subterrâneas (Rimas) tem 72 poços na Região Sudeste e 36 na Região Centro-Oeste, com 108 perfurações na área afetada pela crise hídrica.
Com Agência Brasil