Amcham divulga documento com prioridades em políticas ambientais para o Brasil
Publicado em 01/12/2023 às 09:03 edição Lenilde Pacheco
Documento reúne propostas da Amcham, incluindo a preservação florestal - Foto: Desafio Ambiental
Com o início da Conferência das Partes (COP 28) da Convenção Quadro sobre Mudança do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), em Dubai, onde representantes de 140 países buscam soluções para essa temática, o setor privado brasileiro, representado pela Amcham Brasil, organizou as suas principais propostas e agenda de trabalho para uma transição ambiental no país.
O documento intitulado: “Políticas ambientais: prioridades para a agenda doméstica e para as relações com os Estados Unidos” reúne 24 propostas para o Brasil e 20 para as relações Brasil-Estados Unidos no tema ambiental.
“A agenda é resultado de um esforço concentrado do setor empresarial que tem plena consciência de seu papel para que o Brasil cumpra suas metas ambientais. O avanço regulatório nessa área é parte imprescindível para acelerar a atuação empresarial em prol da transição ecológica no país”, afirma Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil, entidade que reúne cerca de 3.500 empresas associadas em todo o país.
As recomendações reúnem a visão de 1/3 do PIB Brasileiro representado pela Amcham e estão divididas em seis grandes áreas, sendo elas:
Transição energética;
Florestas e agricultura sustentável;
Financiamento à sustentabilidade;
Setores de difícil descarbonização;
Combustíveis de aviação sustentáveis;
Descarbonização e eletrificação da frota.
O engajamento do setor empresarial brasileiro tem sido um diferencial no processo de descarbonização, com metas e ações relacionadas à eficiência energética, tratamento de resíduos e preservação florestal. Os quase 200 projetos ambientais, que totalizam investimentos de mais de R$ 31 bilhões, reunidos no Brasil pelo meio Ambiente (BPMA), plataforma da Amcham Brasil, evidencia essa ambição.
Estudo da Amcham, lançado no último 17 de outubro, com 694 empresários brasileiros identificou que a agenda ESG será uma relevante prioridade de 2024 de 51% das empresas. Os ganhos econômicos que o Brasil pode ter na agenda ambiental foram calculados pela McKinsey[1] em US$ 125 bilhões, apenas em impactos diretos, até 2040. Segundo a consultoria, as três grandes vias pelas quais o Brasil pode ser ou consolidar-se como um dos líderes mundiais nas questões climáticas são: (i) energias renováveis, (ii) bioenergia e minerais, e (iii) mercados de carbono, áreas presentes no documento da Amcham.
O CEO da Amcham Brasil estará presente na COP e ressalta que “o Brasil se encontra em posição única para receber investimentos, implementar plenamente sua agenda de descarbonização interna e contribuir com os esforços em escala mundial, seja pela abundância de recursos naturais ou por sua capacidade avançada em áreas como biocombustíveis e energias renováveis”.
Atingir esses ganhos demandará do Brasil ser bem-sucedido em dois objetivos: o primeiro, de aprimoramento de suas políticas públicas e marcos regulatórios; e o segundo, de maior cooperação internacional. Neste sentido, e com o intuito de contribuir com esses objetivos, a Amcham Brasil publica esta agenda que apresenta propostas para a agenda doméstica brasileira e formas de ampliar a cooperação com os Estados Unidos em seis eixos.
Amcham na COP28
O lançamento do documento de propostas da Amcham se somará a participação da Amcham em diálogos e debates presenciais na agenda presencial da COP28, em Dubai.
Além de representar o setor privado brasileiro, a entidade apresentará os resultados do engajamento empresarial reunido no Movimento Brasil Pelo Meio Ambiente, que reúne quase 200 projetos ambientais, que totalizam investimentos de mais de R$ 31 bilhões, em projetos ligados a descarbonização e o cumprimento de metas e ações relacionadas à eficiência energética, tratamento de resíduos e preservação florestal.