Investimentos da Coca-Cola incluem medidas para combate à crise do plástico
Publicado em 25/07/2021 às 08:12 edição Lenilde Pacheco
EcoFaxina no Litoral brasileiro: ação realizada com apoio da Coca-Cola - Foto: Instituto EcoFaxina
Desde que incluiu os desafios da gestão socioambiental em sua agenda, a Coca Cola empreende a busca por soluções capazes de minimizar o impacto da sua operação mundo afora. As embalagens mais utilizadas pela empresa são do tipo PET. Então, desde 2010, a empresa usa a PlantBottle, composta por até 30% de etanol da cana-de-açúcar. Esse composto substitui parte do petróleo utilizado como insumo, reduzindo a dependência da empresa em relação aos recursos não renováveis, além de diminuir em até 25% as emissões de CO2. Com a vantagem de ser 100% reciclável.
Reciclagem, aliás, é uma questão crítica para a imagem da companhia. A Coca-Cola produz cerca de 3 milhões de toneladas de embalagens plásticas no mundo todo a cada ano – o equivalente a cerca de 200 mil garrafas por minuto – e foi considerada a maior poluidora de plástico do mundo.
Sustentabilidade
Em Hong Kong, a Coca-Cola tem empreendimento que nasce agora com novas práticas. A parceira de engarrafamento da empresa na cidade, a Swire Coca-Cola está ajudando a construir a primeira fábrica moderna de reciclagem de garrafas da cidade. É uma das iniciativas de reciclagem mais ambiciosas de um dos parceiros da Coca-Cola e pode abrir caminho para empreendimentos mais sustentáveis na China.
A joint venture entre a Swire Coca-Cola, a Baguio Waste Management & Recycling e Alba, um grupo de reciclagem alemão, poderia capturar em plena capacidade a maior parte dos 5 milhões de garrafas plásticas que a cidade consome por dia. A fábrica deve ser inaugurada em setembro e teria lucro exportando o plástico triturado para a Europa, onde os preços são mais altos devido à exigência de que garrafas plásticas contenham pelo menos 25% de material reciclado até 2025.
Oceanos poluidos
A inovação é bem vinda num continente onde China, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Vietnã despejam mais plástico nos oceanos do que o resto do mundo, de acordo com a Ocean Conservancy. A rápida industrialização produziu montanhas de embalagens descartáveis que podem durar 400 anos.
Fontes: Akatu e Bloomberg