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BNDES financia R$ 140 milhões para programa energético-ambiental de biocombustíveis

Publicado em 05/03/2023 às 08:07 edição Lenilde Pacheco


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Foto: Naster/Pixabay

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos para a FS Bioenergia (R$ 100 milhões) e a para a Alcoeste (R$ 40 milhões). Os recursos serão investidos na ampliação da eficiência energético-ambiental e na certificação dos processos produtivos das plantas de biocombustíveis localizadas em Lucas do Rio Verde (MT) e Fernandópolis (SP), respectivamente.

Essas são as primeiras operações apoiadas no novo formato do Programa BNDES RenovaBio, que em dezembro teve seu custo reduzido e passou a ter metas de diminuição de emissões de carbono atreladas à eficiência energético-ambiental de cada cliente.

Desde seu lançamento, em 2021, o Programa BNDES RenovaBio acumula uma carteira de 12 operações e mais de R$ 1 bilhão em financiamentos. Os apoios financeiros do Banco nessa linha estão inseridos na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), do Ministério de Minas e Energia (MME).

A expectativa é que, com esse conjunto de operações, as empresas alcancem a emissão de CBIOs correspondentes a 3,4 milhões de toneladas de carbono evitados por ano, um aumento de cerca de 13% da atual (3 milhões). Esse total é equivalente à captura de carbono proporcionada pelo plantio anual de 23,8 milhões de árvores.

Os financiamentos constituem um tipo de crédito financeiro alinhado aos critérios de ASG (que considera aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa), voltado a estimular a redução de emissões de carbono com o uso de biocombustíveis.

Caso o cliente comprove o atendimento da meta, os juros básicos do BNDES podem ser reduzidos em até 0,4%, chegando a 0,9% ao ano. A taxa de juros total do empréstimo é acrescida ainda do custo financeiro, que pode ser TLP, Selic, dentre outros.

De acordo com o José Luis Gordon, Diretor do BNDES, “o Programa BNDES RenovaBio cumpre papel duplamente relevante nas prioridades da nova gestão do BNDES, pois além de estar conectado a uma Política Pública do Governo Federal, estimula a produção mais eficiente de biocombustíveis e assim contribui para a descarbonização do setor de transportes”.