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MP vai fomentar novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural na Bahia

Publicado em 01/08/2022 às 07:28 edição Lenilde Pacheco


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Reserva Particular do Patrimônio Natural: proteção da biodiversidade - Foto: IEMA/GOV_ES

O projeto ‘Biomas da Bahia’ foi lançado pelo Ministério Público estadual com o objetivo de fomentar a criação de novas unidades de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Durante a apresentação do projeto, a chefe do MP baiano, Norma Cavalcanti, destacou a importância da iniciativa: “Ao proteger a caatinga, o cerrado e a Mata Atlântica não estamos somente preservando a Bahia; estamos preservando todo o sistema de forma global”, ressaltou.

O plano é apoiar a criação e implementação dessas unidades para promover a preservação da biodiversidade do cerrado, caatinga e Mata Atlântica. “Pouco mais de 10% dos municípios baianos tem RPPNs instituídas. Isso mostra uma grande oportunidade pois temos 90% dos municípios que possuem áreas que podem ser protegidas tanto por reservas particulares quanto por unidades de conservação municipais”, explicou o promotor de Justiça Pablo Almeida, gerente do projeto ‘Biomas da Bahia’.

Ele ressaltou ainda a necessidade de se dar visibilidade às RPPNs já criadas e de se qualificar profissionais para atuarem na educação ambiental nos municípios baianos.

O presidente do Instituto Água Boa, Jorge Veloso, afirmou que a atuação do MP baiano se tornou exemplo para outros estados em razão da articulação com o terceiro setor. “Planejamos criar 52 RPPNs nos próximos 18 meses, sendo 20 delas no bioma caatinga, 20 no bioma Mata Atlântica e 12 no bioma cerrado, abrangendo um total de 5.500 hectares de áreas protegidas”, afirmou.

As RPPNs foram criadas em 1990 com o objetivo de promover a criação de áreas protegidas através da iniciativa dos proprietários particulares. Tratam-se de unidades de conservação privadas que contribuem para a ampliação das áreas protegidas no país e possibilitam a participação de particulares na conservação da natureza, contribuindo para a proteção da biodiversidade dos biomas brasileiros.

“Temos o desafio de identificar potenciais interessados na criação de RPPNs. Se eu tenho uma propriedade regularizada ambientalmente, isso traz valor ao local”, destacou Pablo Almeida. Na ocasião houve também a assinatura de um convênio de cooperação entre a Fundação José Silveira, o Instituto Yanamata e o MP para a criação de 15 reservas particulares na Bahia.

Referência

O promotor de Justiça Yuri Melo, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Ceama), observou que este trabalho é mais um resultado do modelo de estruturação das Promotorias Regionais do Meio Ambiente no MP baiano. “Em dez anos de atuação, este grupo de trabalho tornou-se referência para várias unidades do MP no Brasil”, finalizou.