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Embrapa lidera ranking nacional de ESG entre empresas do agronegócio

Publicado em 04/09/2026 às 10:11 edição Lenilde Pacheco


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Agricultura regenerativa: um dos principais temas da agenda ESG - Foto: Renato Linhares/Embrapa

A Embrapa lidera o ranking de ESG entre empresas do agronegócio no Anuário Integridade ESG 2026, da Insight Comunicação, e ocupa a 14ª posição no ranking geral, que reúne cem companhias de diferentes setores. O resultado reflete os avanços registrados pela estatal em 2025, ano em que cada R$ 1 investido na empresa gerou retorno de R$ 27,12 para a sociedade.

De acordo com o levantamento, o lucro social da Embrapa alcançou R$ 124,76 bilhões em 2025, crescimento real de 17% em relação ao ano anterior. O resultado foi calculado a partir da avaliação de 166 soluções tecnológicas e de outras 209 tecnologias incorporadas pelo setor produtivo.

Na classificação do agronegócio, a Citrosuco ficou em segundo lugar. Em 2025, a empresa revisou seus compromissos ESG para 2030 após antecipar parte das metas estabelecidas. Entre os novos objetivos está ampliar para 35% a participação de mulheres e para 14% a de pessoas negras em cargos de liderança até o fim da década.

A terceira colocada, SLC Agrícola, concluiu em 2025 a maior operação de mensuração de carbono do agronegócio brasileiro. O trabalho abrangeu 736 mil hectares distribuídos em 23 fazendas.

A Cargill aparece na quarta posição do ranking setorial. Em 2025, a companhia consolidou o ReSolu, programa voltado à adoção de sistemas agrícolas regenerativos, apresentado ao público durante a COP30, no hub AgriZone. No mesmo ano, recebeu do Ministério de Portos e Aeroportos a categoria Diamante do Selo de Sustentabilidade, o nível máximo da iniciativa federal, que avalia práticas ambientais, sociais e de governança com base em dez critérios.

Agricultura regenerativa ganha espaço

O levantamento mostra que agricultura regenerativa, economia circular e políticas sustentáveis estiveram entre os principais temas da agenda ESG do agronegócio em 2025. O setor ampliou esforços para reduzir emissões, preservar recursos naturais e avançar na rastreabilidade da produção, com investimentos em bioinsumos, recuperação de pastagens, sistemas de baixo carbono e tecnologias voltadas à adaptação às mudanças climáticas.

Nesse movimento, a AgriZone, espaço da COP30 liderado pela Embrapa e pelo Ministério da Agricultura, reuniu centenas de soluções tecnológicas voltadas à sustentabilidade no campo. O desafio do setor, aponta o levantamento, permanece em conciliar aumento de produtividade, conservação ambiental e competitividade no mercado internacional.

Metodologia

Para elaborar o ranking, o InsightLab, braço de pesquisa e dados da Insight Comunicação, analisou uma base de mais de 2.700 empresas que atuam no Brasil. Desse universo, 1.360 divulgaram práticas integradas aos três pilares ESG: ambiental, social e governança.

As informações públicas das empresas — incluindo balanços, relatórios de sustentabilidade, conteúdos de mídia e redes sociais — foram mapeadas e qualificadas por algoritmos e sistemas de inteligência artificial do InsightLab, com revisão de especialistas.

No ranking geral, que reúne cem empresas, a Vivo ocupa a primeira posição, seguida pelo Banco do Brasil, Natura, Bradesco e CPFL Energia.