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Cooperativa Vinícola Garibaldi orienta produtores diante dos riscos do Super El Niño

Publicado em 28/07/2026 às 11:23 edição Lenilde Pacheco


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Equipe técnica intensifica ações preventivas para minimizar impactos do excesso de chuvas - Foto: César Silvestro/Divulgação

A possibilidade de um Super El Niño nos próximos meses colocou o setor vitivinícola em estado de atenção. Diante da perspectiva de aumento das chuvas durante parte do ciclo das videiras — com maior intensidade prevista entre outubro e dezembro —, a Cooperativa Vinícola Garibaldi intensificou o trabalho de orientação técnica aos produtores para reduzir riscos e preparar os vinhedos para diferentes cenários climáticos.

O planejamento começa antes mesmo da safra. Com base nas projeções meteorológicas, a equipe técnica orienta os cooperados sobre a escolha dos insumos mais adequados às condições esperadas. Em caso de maior umidade, por exemplo, a recomendação é priorizar defensivos de ação sistêmica, mais eficientes em períodos de chuva.

Segundo o gerente agrícola da Cooperativa Vinícola Garibaldi, Evandro Bosa, a estratégia é antecipar os desafios para minimizar impactos na produção. “Se não conseguirmos realizar as pulverizações por causa das chuvas, teremos prejuízos no controle das doenças. Por isso, buscamos preparar o produtor para diferentes situações, garantindo que ele tenha os recursos necessários para fazer o manejo adequado”, afirma.

Além da definição dos produtos, a cooperativa mantém acompanhamento técnico contínuo nas propriedades. As visitas incluem orientações sobre práticas que fortalecem a resiliência dos vinhedos, como a manutenção da cobertura vegetal entre as linhas de cultivo, que reduz a erosão e favorece a infiltração da água no solo, e a condução mais aberta das plantas, facilitando a circulação de ar e diminuindo a umidade entre os parreirais.

Outra iniciativa ocorre antes mesmo das aplicações. Equipes da cooperativa percorrem as propriedades para calibrar pulverizadores, ajustando vazão, pressão e velocidade dos equipamentos, o que garante maior eficiência na aplicação dos defensivos.

“Não basta utilizar o produto correto. É preciso aplicá-lo no momento certo e da forma adequada. Esse conjunto de cuidados é determinante para a sanidade dos vinhedos”, destaca Bosa. Segundo ele, a regulagem dos equipamentos também evita desperdícios e reduz impactos ambientais, ao assegurar o uso apenas da quantidade necessária de produto.

Excesso de chuva pode comprometer a produção

Os efeitos de um eventual El Niño variam conforme a fase de desenvolvimento das videiras. Se o excesso de chuva coincidir com a floração, entre outubro e novembro, poderá prejudicar a fecundação das flores e reduzir o volume da safra. Já precipitações intensas durante a maturação e a colheita aumentam o risco de doenças, como a podridão dos cachos, comprometendo a qualidade das uvas.

Apesar da preocupação, Bosa ressalta que ainda não há consenso entre os especialistas sobre o comportamento do clima nos próximos meses. “Acompanhamos diferentes meteorologistas e as projeções ainda divergem. Alguns indicam um período mais chuvoso, enquanto outros apontam condições próximas da normalidade”, observa.

Independentemente do cenário, a cooperativa aposta na preparação antecipada. Neste mês, promoveu uma série de reuniões técnicas com os núcleos de cooperados para reforçar as orientações de manejo.

“Estamos trabalhando para que o produtor esteja preparado para qualquer cenário. Não podemos controlar o clima, mas podemos agir sobre tudo o que depende do manejo da cultura”, conclui Bosa.

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