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Axia Energia acelera adaptação climática para resiliência de hidrelétricas

Publicado em 15/07/2026 às 11:45 edição Lenilde Pacheco


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Camila-Gualda: atenção às distintas condições meteorológicas das regiões brasileiras e seus riscos - Foto: Tarso Ghelli/Divulgação

Lenilde Pacheco*

A Axia Energia avançou na estratégia de adaptação às mudanças climáticas ao elaborar planos específicos para 14 usinas hidrelétricas consideradas prioritárias, que concentram 76% da capacidade instalada da companhia. A iniciativa busca fortalecer a resiliência dos ativos diante da intensificação de eventos climáticos extremos, combinando ações voltadas à infraestrutura, à operação, à conservação dos ecossistemas e ao relacionamento com as comunidades do entorno dos empreendimentos.

Ex-Eletrobras, a companhia possui forte presença na Bahia, onde atua na geração de energia hidrelétrica, eólica e solar. A empresa também investe em novas tecnologias, com foco em projetos de expansão e transmissão. O estado integra o projeto Nova Era Integração, que prevê investimentos de R$ 2,6 bilhões na construção de novas linhas de transmissão e subestações.

Para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, as medidas incluem a modernização de estruturas críticas, o aprimoramento da gestão de cheias e o monitoramento contínuo dos níveis dos reservatórios, com o objetivo de garantir maior segurança hídrica e operacional ao longo do ano. As diretrizes integram o caderno Clima e Natureza, publicado pela empresa no fim de maio, que reúne as principais ações voltadas à gestão dos riscos climáticos.

Na frente de biodiversidade, a Axia aposta em soluções baseadas na natureza para ampliar a capacidade de adaptação de seus ativos. Entre as iniciativas estão o reflorestamento de áreas estratégicas e o mapeamento dos serviços ecossistêmicos nas bacias hidrográficas onde as usinas estão inseridas, contribuindo para a conservação dos recursos naturais e para a redução da vulnerabilidade ambiental.

“Temos um portfólio diversificado, distribuído por diferentes regiões do país e exposto a distintas condições meteorológicas e eventos extremos. Por isso, estruturamos um plano de adaptação climática para fortalecer a integração entre natureza, estratégia e gestão de riscos, apoiando a tomada de decisões em nossos ativos”, afirma Camila Gualda, vice-presidente de Governança e Sustentabilidade da Axia Energia.

A estratégia também prevê o fortalecimento dos sistemas de alerta e prevenção em parceria com a Defesa Civil, a ampliação da participação nos comitês de bacias hidrográficas das regiões onde a empresa atua e a incorporação de temas ambientais aos programas de relacionamento com as comunidades vizinhas às usinas. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta aos efeitos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, identificar oportunidades associadas à conservação dos ecossistemas e ao uso mais eficiente dos recursos naturais.

Eventos extremos

O plano de adaptação também se estende à infraestrutura de transmissão da companhia, abrangendo linhas e subestações em operação no país. Entre as ações previstas estão a adoção de modelos avançados de previsão climática para monitorar ventos intensos e descargas atmosféricas, ampliando a capacidade de antecipação e resposta a eventos meteorológicos severos.

A empresa também revisará critérios de engenharia com base em projeções climáticas de longo prazo, promoverá reforços estruturais com novas soluções tecnológicas e aperfeiçoará os planos de manutenção preventiva de acordo com os riscos climáticos de cada região. A expectativa é elevar a confiabilidade do sistema elétrico e reduzir a vulnerabilidade dos ativos diante dos desafios impostos pelo novo cenário climático.

Maior empresa de energia 100% renovável do Hemisfério Sul, a Axia Energia responde por cerca de 17% da capacidade de geração de energia do Brasil e por 37% das linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). Seu portfólio reúne 81 usinas — 47 hidrelétricas, 33 parques eólicos e uma usina solar —, consolidando a companhia entre os principais agentes da transição energética brasileira.

Lenilde Pacheco é jornalista especializada em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.