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re.green faz primeira emissão de créditos de carbono com restauração da Mata Atlântica

Publicado em 25/05/2026 às 08:27 edição Lenilde Pacheco


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Empresa faz a primeira emissão de créditos gerados pela restauração com espécies nativas - Foto: Fernando Frazão/ABr

A brasileira re.green, líder em restauração florestal em escala no Brasil e vencedora do prêmio Earthshot 2025, acaba de emitir o primeiro lote de créditos de carbono de restauração ecológica da Mata Atlântica exclusivamente com espécies nativas. Com os créditos certificados pela Verra, a empresa abre uma nova fase do modelo brasileiro de restauração ecológica e mostra os resultados do trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos cinco anos.

Este lote integra uma primeira safra de mais de 120 mil créditos de remoção de carbono que a re.green emitirá nos próximos meses, somando projetos na Mata Atlântica e na Amazônia. As 36.877 unidades certificadas neste primeiro lote foram geradas pela restauração de mais de 1.600 hectares de Mata Atlântica no Sul da Bahia, nos municípios de Eunápolis e Potiraguá, entre 2022 e 2025, com espécies nativas como jequitibá-rosa, ipê, pau-brasil e jatobá.

A emissão marca uma etapa, não um fim. A floresta segue monitorada, manejada e em crescimento contínuo. À medida que acumula biomassa ao longo dos anos, continuará gerando novos créditos de carbono, verificados e auditados pelos mesmos padrões internacionais.

Os projetos também geram desenvolvimento socioeconômico nas comunidades do entorno. Até agora, quase 900 pessoas foram beneficiadas por iniciativas de geração de renda, capacitação e inclusão produtiva — um legado que cresce junto com a floresta.

“Essa emissão é a concretização de uma tese. Há cinco anos, começamos com a convicção de que era possível restaurar florestas nativas em escala no Brasil, com rigor científico, integridade e dentro de uma lógica econômica sustentável. Este resultado prova que era. É também um marco para o mercado de carbono: a primeira iniciativa de restauração florestal em larga escala com espécies nativas na Mata Atlântica a emitir créditos sob padrões internacionais. Mostramos que é possível recuperar nossos biomas com resultados duradouros e benefícios reais para as comunidades e para o clima” destaca Thiago Picolo, CEO da re.green.

Ambiente e sociedade

Além da captura de carbono, a restauração da Mata Atlântica com espécies nativas contribuirá para melhorar a disponibilidade hídrica, favorecer o habitat natural de animais locais e permitir o ressurgimento natural de espécies não cultivadas. O processo de recuperação florestal também fortalece cadeias produtivas locais de sementes e mudas e cria novas oportunidades econômicas para as comunidades locais.

A re.green atua, hoje, em mais de 37 mil hectares na Mata Atlântica e na Amazônia, com mais de 20 mil hectares com mudas plantadas. Esse trabalho atraiu parcerias com empresas como Microsoft, Nestlé, Agro Penido e Vivo.

Nestes quase cinco anos de operação, a re.green obteve a certificação de Empresa B, recebeu o Selo Latam Impact e conquistou a classificação “Verde Escuro” da S&P Global, a mais alta da metodologia internacional Shades of Green aplicada a projetos sustentáveis. Na avaliação da agência BeZero Carbon, os projetos da re.green na Mata Atlântica receberam nota AAe e, na Amazônia, nota Ae, ambas entre as classificações mais altas já atribuídas globalmente a projetos de restauração florestal. Em 2025, a empresa venceu o The Earthshot Prize, premiação criada pelo Prince William, do Reino Unido, para reconhecer soluções ambientais de impacto global.

“Nossa primeira emissão de créditos é mais uma comprovação da qualidade técnica dos projetos e reforça nosso compromisso com a restauração florestal em larga escala, com integridade ambiental e transparência. Temos ciência, tecnologia e capacidade de execução para transformar a recuperação da natureza em uma agenda de desenvolvimento para o Brasil”, completa Picolo.

Sobre a re.green

A re.green foi fundada em 2021 para enfrentar um dos maiores desafios da nossa era: restaurar florestas tropicais em escala, conjugando impactos positivos para o clima, a biodiversidade e o desenvolvimento local com retornos financeiros atrativos e consistentes. A empresa combina ciência, tecnologia e capital para transformar áreas degradadas em ecossistemas funcionais nos biomas Amazônia e Mata Atlântica.

Já atraiu investidores, clientes e parceiros de destaque como BNDES, Microsoft, Nestlé e Vivo. Seus projetos geram créditos de carbono de alta integridade, recuperam a biodiversidade e criam oportunidades econômicas em territórios estratégicos. Atualmente, opera em dezenas de milhares de hectares em diferentes estados brasileiros. Em 2025, tornou-se a primeira empresa brasileira a vencer o Earthshot Prize, o principal prêmio ambiental do mundo.