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Prêmio internacional destaca iniciativas brasileiras de biodegradação de plásticos

Publicado em 17/12/2025 às 09:04 edição Lenilde Pacheco


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Bruna Folster e Mark Tye, da Eco Ventures: inovação, impacto social e sustentabilidade - Foto: Divulgação

Duas empresas brasileiras foram reconhecidas com o Global Innovation Award 2025, entregue na sede das Nações Unidas, em Nova York. É a primeira vez que duas iniciativas do país recebem o prêmio simultaneamente. A Eco Ventures Brasil e a Make+ tiveram seus projetos destacados por unirem inovação tecnológica, impacto social e soluções de sustentabilidade ambiental.

Com sede em São Paulo, a Eco Ventures Brasil atua há mais de uma década no desenvolvimento de soluções biodegradáveis para o setor plástico. A empresa é distribuidora oficial do aditivo P-Life, tecnologia japonesa que acelera a decomposição de plásticos sem gerar microplásticos. O produto possui certificações internacionais, como ASTM 6954-18 e SASO 2879, e conta com estudos conduzidos pela Universidade de Kyoto (Japão), que comprovam a biodegradação do material em diferentes tipos de solo e em diversos ambientes, entre eles, o marinho.

Testes laboratoriais indicam que o processo de degradação gera apenas água, dióxido de carbono e húmus, sem emissão de metano nem liberação de resíduos tóxicos. O aditivo também é certificado como não migratório e atóxico, com testes de segurança reconhecidos pela SGS Brasil. No país, a empresa mantém cooperação técnica com o Instituto Senai para adequar as certificações internacionais à realidade da indústria brasileira.

Para Mark Tye, CEO da Eco Ventures Brasil, o prêmio reforça o papel da inovação como ferramenta de transformação ambiental. “O reconhecimento internacional demonstra que o plástico pode ser parte da solução quando tratado com ciência e responsabilidade”, afirma.

A Make+ também será premiada pela iniciativa Make Bio, a primeira linha brasileira de materiais escolares biodegradáveis, criada com o objetivo de ensinar crianças sobre consumo consciente e impacto ambiental. “Educação sustentável não é luxo, mas adaptar soluções inovadoras à realidade de quem ensina e aprende”, ressalta Arturo Garate Turanzas, CEO da Make+.

Durante a COP30, Eco Ventures Brasil e Make+ apresentaram em conjunto, a convite do Governo do Estado do Amapá, soluções voltadas à biodegradação de plásticos e à economia circular. As apresentações integraram a agenda amazônica da conferência e reforçaram a cooperação entre o poder público e o setor privado na busca por alternativas sustentáveis.

Para Bruna Folster, sócia e vice-presidente da Eco Ventures Brasil, o reconhecimento internacional reflete o avanço da biotecnologia no país. “O prêmio simboliza que inovação e inclusão caminham juntas quando a sustentabilidade é tratada como compromisso de longo prazo. A mudança precisa ser real, com base em evidências e impacto social”, afirma.

A executiva também defende políticas públicas que incorporem o diálogo com o setor produtivo e a ciência, de forma a alinhar a regulação ambiental à realidade da gestão de resíduos no país.