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COP30: Governadores do Nordeste defendem transformação ecológica

Publicado em 10/11/2025 às 14:07 edição Lenilde Pacheco


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Carta menciona transição energética justa e ênfase na bioeconomia - Foto: Fernando Cavalcante/BNB

O Consórcio de Governadores do Nordeste apresenta na COP30 a Carta Compromisso pela Transformação Ecológica, documento que reafirma a liderança da região no avanço da agenda de desenvolvimento sustentável, articulada ao Plano de Transformação Ecológica – Novo Brasil e lança a Estratégia Brasil Nordeste.

O documento ressalta o papel do Nordeste como motor da transição energética justa, da bioeconomia e da neoindustrialização sustentável, apresentando as bases da Estratégia Brasil Nordeste associadas às prioridades do Plano de Transformação Ecológica – Novo Brasil. Entre os compromissos assumidos estão: ampliar a geração de energia renovável, fortalecer a agricultura familiar e a agroecologia, investir em inovação verde e economia circular, garantir segurança hídrica e preservação da biodiversidade, além de projetar o Nordeste como pólo de investimentos sustentáveis e protagonista na agenda climática internacional.

Os governadores reivindicam justiça climática e prosperidade compartilhada. Ao mesmo tempo que traz o compromisso do poder público de conduzir a transformação ecológica da região com respeito às identidades culturais, apostando em inovação e num compromisso firme com a vida.

A declaração enfatiza que a região chega à COP30, em Belém, não como mera espectadora, mas como voz ativa e propositiva, portadora de um modelo de desenvolvimento que harmoniza potencial natural, como sua liderança em energias solar e eólica, com equidade social e preservação ambiental. Por isso “as negociações climáticas globais precisarão escutar o que o Nordeste tem a propor”.

Futuro verde

O documento, que lança as bases do Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica, é resultado de um esforço coletivo que ouviu governos, academia, setor privado, movimentos sociais e comunidades tradicionais, consolidando o Nordeste como um território de inovação democrática, e apresenta 10 compromissos que moldarão o futuro do Nordeste:

  •  Transformar para as pessoas – reduzir desigualdades e gerar emprego com igualdade de gênero e oportunidades para a juventude.
  • Liderar a transição energética justa – triplicar capacidade de renováveis até 2030, com tarifas acessíveis e empregos verdes.
  • Impulsionar a neoindustrialização sustentável – atrair indústrias de química verde, mobilidade elétrica e semicondutores.
  • Promover a bioeconomia e agricultura sustentável – valorizar a Caatinga, agricultura familiar e sociobiodiversidade.
  • Fortalecer educação, ciência e inovação verde – focar em juventudes rurais, indígenas, quilombolas e periféricas.
  • Ampliar a economia circular – expandir reciclagem, logística reversa e cooperativas de catadores.
  • Garantir segurança hídrica – investir em cisternas, dessalinização e microsistemas comunitários.
  • Preservar a biodiversidade e fomentar turismo de base comunitária – ampliar unidades de conservação e pagamento por serviços ambientais.
  • Integrar investimentos sustentáveis e fortalecer o protagonismo internacional – democratizar crédito e exportar tecnologias socioambientais.
  • Conduzir a transformação com transparência e participação – assegurar controle democrático e engajamento social em todas as etapas.