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Petrobras e Braskem farão estudos de captura e armazenamento de carbono

Publicado em 04/04/2025 às 15:28 edição Lenilde Pacheco


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Meta é identificar oportunidades comerciais alinhadas às estratégias de descarbonização competitiva - Foto: Divulgação

A Petrobras e a Braskem celebraram a assinatura de um Memorando de Entendimento com o objetivo de aprofundar os estudos de oportunidades de projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS – Carbon Capture and Storage) na Bahia. O ato ocorreu no Edifício Torre Pituba, em Salvador, que é a sede da Petrobras na Bahia. O documento oficializa o propósito de estudar potenciais modelos de negócio, mutuamente benéficos, na economia de baixo carbono, em processos que visam reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera.

As companhias buscarão avaliar, conjuntamente, aspectos técnicos relacionados à captura, transporte e armazenamento do CO2, bem como potenciais modelos de negócio entre as empresas. Essa iniciativa pode representar o desenvolvimento inicial de um hub na região. No hub, o CO2 é capturado em diferentes localidades e fontes de emissão (indústria petroquímica, refinaria, indústria de aço, termoelétricas, entre outros) e transportado por meio de uma malha de gasodutos conectada, que pode ser compartilhada e otimizada para o armazenamento de grandes quantidades de CO2 em reservatórios geológicos adequados e monitorizados.

Para o gerente geral de Concepção e Implantação de Projetos de Energias Renováveis, Jair Toledo, a adoção deste conceito de hub, com a utilização de malhas conectadas, potencializa a viabilidade técnica e econômica, favorecendo a utilização do CCS como uma opção relevante de descarbonização em larga escala. “O segmento petroquímico é uma das áreas em que a Petrobras pode agregar muito valor, em possíveis parcerias de negócio de baixo carbono, como também em acordos comerciais vinculados aos projetos que a companhia desenvolve no setor. Isso pode envolver não somente CCS, mas também energia renovável, hidrogênio e seus derivados e combustíveis de baixo carbono”, explicou Jair Toledo.

O acordo é mais uma das iniciativas que a Petrobras desenvolve em conjunto com empresas líderes em seus segmentos de atuação. “O MoU demonstra o compromisso das duas companhias, Petrobras e Braskem, em construir um futuro mais sustentável, com uma transição para uma economia de baixo carbono de forma justa e inclusiva”, garantiu Jair Toledo.

Na base de Taquipe, a cerca de 80 km da capital baiana, a Petrobras já iniciou o mapeamento de reservatórios geológicos que podem se configurar como opção segura de armazenamento do carbono. A companhia também já estuda em locais na Bahia, instalações seguras para integrarem a infraestrutura do hub de CCS no Estado.

O gerente executivo de Terras e Águas Rasas da Petrobras, Stenio Jayme, destaca a relevância da iniciativa para a região: “A Bahia é um local muito promissor para o CCS, bem como para outros negócios de baixo carbono. Pretendemos usar todo nosso conhecimento adquirido ao longo das últimas décadas para viabilizar projetos que apoiem o Brasil na sua trajetória de transição energética justa, envolvendo sempre o desenvolvimento econômico, social e ambiental do País, objetivo que faz parte do DNA e da história da Petrobras”, garantiu.

A Braskem, na sua jornada de descarbonização, já implementou um portfólio de iniciativas de descarbonização agregando ao mesmo tempo competitividade ao negócio. Já são mais de 1 milhão de toneladas de CO2 em iniciativas implementadas com ganhos de competitividade, o que representa em torno de 10% do seu inventário de carbono de escopo 1 e 2. Mas os desafios de descarbonização setoriais e globais são exponenciais. Por isso, estudos, prospecções, e desenvolvimento de parcerias considerando rotas tecnológicas diversas são fundamentais.

“Acreditamos que as sinergias entre Braskem e Petrobras tenham potencial decisivo para o estabelecimento de uma transição energética mais célere, e condizente com a realidade nacional. O CCS é sem dúvida uma rota, que merece ser melhor estudada técnica e economicamente, pelo seu poder de abatimento e pela sua penetração a nível mundial. E por isso estamos felizes em nos unir à Petrobras para este desenvolvimento”, afirma Gustavo Checcucci, Diretor de Energia e Descarbonização da Braskem.

Sobre a Braskem

A Braskem é uma empresa petroquímica global que oferece soluções sustentáveis da química e do plástico. Possui um completo portfólio de resinas plásticas e produtos químicos para diversos segmentos, como embalagens alimentícias, construção civil, industrial, automotivo, agronegócio, saúde e higiene, entre outros. A Braskem acredita que a inovação disruptiva é o único caminho possível para se estabelecer uma nova relação com o planeta, por isso, escolhe agir no presente, promovendo a circularidade do plástico e impulsionando a revolução dos materiais de base biológica. Com 40 unidades industriais no Brasil, EUA, México e Alemanha, a companhia exporta seus produtos para clientes em mais de 71 países por meio de seus 8.500 mil integrantes.